O Amazonas contabilizou 1.189 mortes por câncer de mama entre 2021 e 2025. Os dados constam no boletim epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), divulgado nesta terça-feira (27/10), que reforça a importância da prevenção, da atenção aos sinais suspeitos e do diagnóstico precoce.
Do total de óbitos registrados no período, 1.172 foram de mulheres, o equivalente a 98,6%, enquanto 17 mortes ocorreram entre homens, representando 1,4%.
Entre as mulheres, 880 mortes foram registradas na faixa etária de 30 a 69 anos. Esse grupo concentrou, em média, 75% dos óbitos femininos pela doença, conforme o levantamento.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que a identificação precoce do câncer de mama pode ampliar as chances de sucesso do tratamento. Ela orienta que a população mantenha hábitos saudáveis, observe possíveis alterações nas mamas e procure atendimento médico diante de sinais suspeitos. A realização de exames também deve seguir a recomendação dos profissionais de saúde.
Redução nas taxas de mortalidade
O boletim aponta uma queda na taxa de mortalidade feminina por câncer de mama em 2025. Depois de atingir 12 mortes por 100 mil mulheres em 2023 e 2024, o indicador recuou para 11,6 no ano seguinte.
Entre mulheres de 30 a 69 anos, a taxa de mortalidade prematura também apresentou redução. O índice passou de 21,3 óbitos por 100 mil mulheres, em 2023, para 20,4 em 2024 e 20 em 2025.
De acordo com o diretor de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, Alexsandro Melo, a faixa etária de 40 a 59 anos concentra uma parcela expressiva das mortes prematuras. Nesse grupo, foram registrados 551 óbitos, correspondentes a 62,7% do total de mortes prematuras por câncer de mama.
Mamografias pelo SUS
De 2021 a 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 174.769 mamografias de rastreamento em mulheres com 40 anos ou mais residentes no Amazonas.
Segundo as recomendações do Ministério da Saúde citadas no boletim, o rastreamento mamográfico pelo SUS é indicado para mulheres de 50 a 74 anos, com realização do exame a cada dois anos. Para outras faixas etárias, a necessidade deve ser avaliada individualmente com orientação de profissionais de saúde.
A FVS-RCP destaca que o monitoramento dos dados contribui para o planejamento de ações de vigilância e para a organização dos serviços de saúde. A ampliação do acesso aos exames e o encaminhamento adequado para diagnóstico e tratamento são medidas importantes para enfrentar a doença e reduzir o número de mortes no estado.
