Enchentes, deslizamentos e avalanches deixam ao menos 22 mortos entre Nepal e Tibete

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Uma sequência de enchentes, deslizamentos e avalanches atingiu nesta quarta-feira (26) áreas do Himalaia, na fronteira entre o Nepal e o Tibete, território da China. Pelo menos 22 pessoas morreram e centenas continuam desaparecidas, segundo informações divulgadas pelas autoridades locais.

O desastre atingiu principalmente regiões montanhosas, onde equipes de emergência enfrentam dificuldades para chegar às áreas afetadas. Casas, estradas e pontes foram destruídas pela força da água e da lama, enquanto projetos hidrelétricos também sofreram danos.

As primeiras informações indicam que um terremoto de magnitude 4,4 pode ter contribuído para o desprendimento de gelo e rochas que atingiu o rio Lhende Khola e provocou uma inundação repentina. A causa exata, porém, ainda é investigada.

Centenas de pessoas estão desaparecidas

No Nepal, o distrito de Rasuwa está entre as áreas mais afetadas. Autoridades de turismo informaram que 384 turistas estavam desaparecidos na região, incluindo 105 indianos, 93 nepaleses, três norte-americanos e 12 britânicos.

Os danos também atingiram a infraestrutura energética do país. Projetos hidrelétricos afetados representam cerca de 430 megawatts de capacidade de geração, o equivalente a mais de 12% da capacidade hidrelétrica do Nepal.

No lado chinês, um grande deslizamento atingiu o porto de Gyirong, uma importante passagem entre a China e o Nepal. Estradas, sistemas de comunicação e o fornecimento de energia foram afetados. O governo chinês mobilizou equipes para atuar nas buscas e no resgate.

Operações de resgate enfrentam dificuldades

As equipes de emergência dos dois países enfrentam obstáculos provocados pelo terreno montanhoso, pelo nível elevado dos rios e pela destruição das vias de acesso.

No Nepal, helicópteros tiveram dificuldades para pousar em áreas como Syapru Besi e Timure, no distrito de Rasuwa, devido às condições do rio e ao risco de novos deslizamentos.

As autoridades também monitoram a possibilidade de uma nova inundação. Uma obstrução permanece em uma área a montante do rio que marca a fronteira entre Nepal e China, aumentando o risco para comunidades próximas.

Moradores de áreas consideradas vulneráveis foram orientados a procurar locais seguros.

O presidente da China, Xi Jinping, determinou a mobilização dos recursos necessários para as operações de resgate e pediu o reforço do monitoramento das áreas afetadas.

O número de mortos e desaparecidos ainda pode aumentar à medida que as equipes consigam acessar regiões isoladas e avancem nas buscas por sobreviventes.

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