O Amazonas avançou no cenário nacional de equilíbrio das contas públicas e conquistou a 7ª colocação no pilar de Solidez Fiscal do Ranking de Competitividade dos Estados 2026. O levantamento é realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com pesquisa técnica da Tendências Consultoria.
Na comparação com a edição anterior, o Estado subiu uma posição e passou a integrar o grupo dos sete melhores desempenhos fiscais do país. O resultado também coloca o Amazonas à frente de estados com economias de maior porte.
São Paulo aparece na 14ª posição, enquanto o Distrito Federal ocupa o 19º lugar. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul estão nas posições 23ª, 24ª e 26ª, respectivamente.
No ranking nacional, o Espírito Santo lidera o indicador de Solidez Fiscal, seguido por Mato Grosso e Maranhão. Santa Catarina aparece em quarto lugar, Pará em quinto, Paraná em sexto e Amazonas em sétimo.
Equilíbrio das contas é apontado como base para investimentos
O governador Roberto Cidade avaliou que o desempenho fiscal precisa resultar em melhorias concretas para a população e defendeu a manutenção do controle das contas públicas como estratégia para ampliar investimentos.
“Esse resultado representa um esforço institucional que precisa ter sequência. Contas equilibradas não são um fim em si mesmas: são a base para investir mais em saúde, educação, segurança, infraestrutura e geração de emprego”, afirmou.
O governador também destacou a necessidade de conciliar responsabilidade fiscal e políticas públicas.
“O Amazonas mostra que responsabilidade fiscal e cuidado com as pessoas caminham juntos. Nosso compromisso é manter as contas organizadas e fazer com que esse avanço chegue à vida de quem mora na capital e no interior”, acrescentou.
Avaliação considera nove indicadores
A Solidez Fiscal representa 10,5% da pontuação geral do Ranking de Competitividade dos Estados. Para chegar ao resultado, o estudo considera nove indicadores relacionados à situação financeira e à capacidade de gestão dos governos estaduais.
Entre os critérios analisados estão taxa de investimentos, Regra de Ouro, solvência fiscal, sucesso do planejamento orçamentário, dependência fiscal, resultado primário, gasto com pessoal, índice de liquidez e poupança corrente.
Dessa forma, a avaliação vai além do volume da dívida pública. O levantamento também considera a capacidade de planejamento do orçamento, o controle das despesas, o comprometimento da receita com pessoal, a disponibilidade financeira e a margem existente para novos investimentos.
Desafio é transformar desempenho fiscal em resultados
De acordo com a metodologia do CLP, o desequilíbrio entre receitas e despesas pode levar ao aumento de déficits e do endividamento, reduzindo a capacidade dos governos de manter serviços públicos e realizar novos investimentos.
O cenário fiscal também influencia a confiança do setor privado, com possíveis reflexos sobre investimentos, geração de empregos e atividade econômica.
Com a 7ª posição nacional, o Amazonas aparece entre os estados com melhor desempenho no indicador. A manutenção desse resultado passa, segundo a avaliação, pela continuidade do controle das contas e pela melhoria da qualidade do gasto público, de forma que o equilíbrio financeiro possa contribuir para ampliar investimentos e serviços oferecidos à população.
