Estiagem atinge mais de 146 mil famílias no Amazonas; 47 municípios estão em emergência

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Segundo a Defesa Civil do Amazonas, 146.425 famílias foram afetadas pela estiagem no estado. O levantamento divulgado neste sábado (31/10) pelo Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais aponta que 47 municípios estão em situação de Emergência e outros 15 permanecem em Alerta.

Entre os municípios em Emergência estão Alvarães, Amaturá, Anamã, Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Boca do Acre, Borba, Boa Vista do Ramos, Caapiranga, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Eirunepé, Envira, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Japurá, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tapauá, Tefé, Tonantins, Uarini e Urucurituba.

Em situação de Alerta estão Barcelos, Beruri, Canutama, Codajás, Fonte Boa, Guajará, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manaus, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga e Urucará.

Qualidade do ar

O monitoramento realizado na manhã deste sábado identificou diferentes níveis de comprometimento da qualidade do ar. Parintins registrou a classificação mais crítica, considerada péssima. Outros sete municípios apresentaram condições muito ruins e cinco tiveram qualidade do ar classificada como ruim.

A condição muito ruim foi identificada em Barreirinha, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Maués, São Sebastião do Uatumã e Silves. Já Autazes, Boca do Acre, Manaus, Nova Olinda do Norte e Urucurituba registraram qualidade do ar ruim.

A classificação moderada foi observada em Alvarães, Barcelos, Benjamin Constant, Boa Vista do Ramos, Borba, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Humaitá, Japurá, Jutaí, Manaquiri, Manicoré, Novo Airão, Novo Aripuanã, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Tapauá, Tefé e Urucará.

Assistência às famílias

No dia 27 de outubro, o governo estadual enviou mais de 13 toneladas de alimentos para Anamã e Rio Preto da Eva. Os dois municípios receberão, ao todo, 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d’água com capacidade para 500 litros.

Com essas entregas, a primeira fase da Operação Estiagem 2026 alcança 15 municípios. O balanço reúne 4.800 cestas básicas, equivalentes a cerca de 96 toneladas de alimentos, 3.400 kits de limpeza, 3.060 caixas d’água de 500 litros, três reservatórios de 5 mil litros e 18 kits purificadores de água.

A distribuição seguirá conforme o acompanhamento das condições dos rios e as necessidades informadas pelos municípios.

Prevenção e combate aos incêndios

O Estado também mantém ações de prevenção e enfrentamento às queimadas e aos impactos da estiagem, em articulação com o Governo Federal. Cerca de 1.500 profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas, participam da operação, que dispõe de 18 aeronaves: 16 federais e duas estaduais. A estrutura inclui oito aviões Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros.

Entre as medidas estão a contratação de 153 brigadistas florestais pelo programa Floresta em Pé, o monitoramento e combate aos incêndios e a entrega de viaturas e equipamentos. Parte das picapes é equipada com kits de combate a incêndio, além de recursos multimissão.

Na fiscalização ambiental, a Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, enquanto a Amazonas+Verde realiza ações de combate aos incêndios em 33 cidades. Já a Operação Alerta Fogo fiscaliza o uso ilegal do fogo com apoio de drones e viaturas conectadas à internet via Starlink. As equipes podem aplicar multas e embargos quando identificam infrações.

Entre 1º de junho e 30 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) contabilizou 3.927 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 24.414 focos de incêndio no estado. Desse total, 4.748 foram registrados em Manaus e 19.666 no interior.

Decretos e monitoramento ambiental

Como medida preventiva, decretos estaduais proibiram o uso do fogo por 120 dias em todo o Amazonas, respeitando as exceções previstas em lei. Também foram declaradas situações de emergência por 180 dias em áreas afetadas por incêndios florestais e em todo o estado devido à estiagem, permitindo ampliar as ações de resposta e recuperação.

As iniciativas incluem atividades de educação ambiental, que alcançaram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto de 2026. A Sema e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) também acompanham focos de calor por imagens de satélite, direcionando fiscalizações e identificando possíveis infrações.

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